Da Redação
Mobilização em Lisboa e região
Manifestantes ocuparam as ruas de Portugal neste sábado para protestar contra a crise habitacional. Dezesseis cidades, incluindo Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, registraram concentrações públicas.
O lema da manifestação era “Já não dá”. Os participantes exigem soluções para o descompasso entre salários baixos e preços elevados de imóveis no país.
Organização e demandas
A plataforma “Casa para Viver” convocou o protesto, subscrito por aproximadamente 80 organizações. Os manifestantes denunciam o impacto da especulação financeira e turismo no mercado imobiliário português.
Segundo o Conselho Europeu, Lisboa lidera entre cidades da União Europeia. Moradores destinam 116% do salário médio local apenas para habitação.
Reação às novas medidas governamentais
O protesto ocorre dias após o governo aprovar novo pacote de medidas para o setor habitacional. Propostas incluem alterações na lei que facilitam processos de despejo por inadimplência.
A plataforma “Casa para Viver” reagiu duramente, classificando as novas regras como “irresponsáveis”. Ativistas argumentam que despejos representam apenas 1,4 mil casos de um milhão de contratos.
Demandas dos movimentos sociais
Os manifestantes exigem regulação de preços de aluguel e aumento expressivo de habitação pública. Também pedem diminuição de imóveis destinados ao turismo e mecanismos para propriedades vazias.
Os movimentos sociais afirmam que facilitar despejos colocará mais pessoas em situação de vulnerabilidade extrema ou nas ruas.
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