Da Redação
Disputa acirrada e cenário eleitoral
Portugal vai às urnas neste domingo (18) sob expectativa histórica de decisão em segundo turno. Levantamentos recentes indicam que a fragmentação partidária impede maioria absoluta na primeira fase. O país pode repetir cenário não observado há quarenta anos, desde o período de redemocratização.
Pesquisa da Universidade Católica, divulgada pelo jornal Público, aponta André Ventura (Chega) com 24% das intenções de voto. O socialista António José Seguro registra 23%, seguido por João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal). A margem de erro de 2,2% coloca os três nomes em empate técnico.
Candidatos e forças políticas
Luís Marques Mendes, com apoio do Partido Social Democrata, e o militar Henrique Gouveia e Melo aparecem com aproximadamente 14% cada. O apoio desses eleitores será decisivo caso a votação avance para 8 de fevereiro.
Embora Ventura lidere numericamente, enfrenta rejeição superior a 60%, segundo dados da Reuters. O partido Chega demonstrou crescimento acelerado desde sua fundação em 2019. Atualmente, a legenda ocupa 60 cadeiras no Parlamento, consolidando-se como segunda maior força política portuguesa após eleições legislativas de 2025.
O papel da presidência e o eleitorado
Portugal funciona como sistema semipresidencialista, onde o primeiro-ministro comanda o governo. O Presidente da República detém poderes fundamentais, como dissolver o Parlamento e vetar legislações. O resultado das urnas possui impacto direto na estabilidade institucional.
Aproximadamente 11 milhões de eleitores estão aptos a votar, incluindo cidadãos residentes no exterior. O sucessor eleito substituirá Marcelo Rebelo de Sousa, que encerra seu segundo mandato consecutivo. O desfecho deste domingo definirá os rumos da influência presidencial diante de legislativo altamente polarizado.
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