O presidente da COP30 do Brasil, André Corrêa do Lago, participa de uma coletiva de imprensa em Brasília, Brasil, em 31 de outubro de 2025. REUTERS/Adriano Machado
” data-medium-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2025-10-31T173426Z_1336881343_RC23NHACVY6K_RTRMADP_3_CLIMATE-COP30.jpg?fit=300%2C200&quality=70&strip=all” data-large-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2025-10-31T173426Z_1336881343_RC23NHACVY6K_RTRMADP_3_CLIMATE-COP30.jpg?fit=1089%2C726&quality=70&strip=all”>O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), André Corrêa do Lago, divulgou, neste sábado, 08, a nona carta aberta à comunidade internacional, conclamando governos, instituições e atores globais a responder à mudança do clima com ação determinada e propósito compartilhado. O texto destaca o desafio crucial de manter vivo o objetivo de 1,5 ºC, por meio da aceleração da implementação e do reforço da cooperação internacional.
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O documento convida todos os atores a transformar as lacunas climáticas globais em alavancas de transformação. Com base em relatórios recentes – incluindo o Global Tipping Points Report, os Relatórios de Lacuna de Emissões e de Adaptação do PNUMA, e a Síntese de NDCs da UNFCCC – a carta reconhece a dimensão dos desafios e as ferramentas disponíveis para enfrentá-los.
“O desafio que se coloca não é apenas identificar o que falta, mas mobilizar o que impulsiona – converter os déficits de ambição, financiamento e tecnologia em forças de aceleração”, escreve Corrêa do Lago, ressaltando que a carta reafirma que o Acordo de Paris está funcionando.
O texto também reitera as três prioridades interconectadas que orientam a visão da Presidência brasileira para a COP30: reforçar o multilateralismo e o regime climático sob as tratativas de mudanças climáticas das Organização das Nações Unidas, conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia real e acelerar a implementação do Acordo de Paris.
Na carta, a presidência da COP30 faz um apelo para os países e atores globais acelerarem a implementação das tratativas do Acordo de Paris que vai desde energia limpa à restauração florestal, da mitigação do metano à infraestrutura digital.
Essas soluções estão sendo promovidas na agenda de negociações, na Agenda de Ação, na Cúpula do Clima de Belém e no Mutirão Global. Estruturada em seis eixos temáticos, a Agenda de Ação funcionará como uma plataforma para canalizar a cooperação e a coordenação globais em torno de pontos de inflexão positivos. De finanças a florestas, de energia a empreendedorismo, Belém oferecerá uma plataforma de convergência – onde esforços locais e globais se fortalecem mutuamente.
A Presidência também enfatiza a Amazônia como contexto e catalisador. Com o desmatamento em queda pelo terceiro ano consecutivo no Brasil, e com novos mecanismos financeiros como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), a carta destaca que proteger ecossistemas e pessoas deve caminhar lado a lado.
“Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve tornar-se solidariedade,” escreve Corrêa do Lago. “A COP30 pode ser a COP em que mudamos o rumo da luta climática.”
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