Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda diferentes estratégias para incorporar a Groenlândia ao seu território. A Casa Branca confirmou que o uso das Forças Armadas permanece como opção viável.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt declarou que Trump considera a aquisição da ilha como prioridade de segurança nacional. O objetivo seria fortalecer a posição americana na região do Ártico frente aos adversários geopolíticos.
Prioridade estratégica declarada
Segundo o comunicado oficial, Trump deixou claro que a Groenlândia é vital para a defesa americana. A equipe presidencial debate várias abordagens para alcançar esse objetivo de política externa.
“O recurso ao Exército dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”, afirmou Leavitt na terça-feira, 6 de janeiro.
Contexto da retomada do interesse
Trump voltou a manifestar interesse pela ilha semiautônoma dinamarquesa após os Estados Unidos invadirem a Venezuela e prenderem Nicolás Maduro. Durante sua primeira administração, ele já havia demonstrado fascínio pelo território ártico.
Em entrevista à revista The Atlantic, o presidente afirmou: “Nós precisamos da Groenlândia para a defesa”. A posição estratégica, reservas de terras raras e recursos naturais justificam o interesse americano.
Reação da Dinamarca e Europa
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, rebateu as declarações alertando que uma ação militar americana equivaleria ao fim da aliança da OTAN. “Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da OTAN, tudo para”, disse à TV2.
Frederiksen reforçou que a Groenlândia não está à venda e está protegida pela garantia de segurança da aliança atlântica. Exortou os EUA a cessarem ameaças contra um aliado histórico.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também criticou o interesse americano. Líderes europeus de França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido expressaram solidariedade à soberania da ilha.
Polêmica nas redes sociais
Katie Miller, esposa de Stephen Miller (chefe de gabinete da Casa Branca), postou no X uma imagem da Groenlândia com cores americanas. A publicação incluía a palavra “Soon” (em breve), provocando reações diplomáticas.
O embaixador da Dinamarca nos EUA, Jesper Moller Sorensen, respondeu enfatizando que o país aumentou investimentos em segurança ártica. Em 2025, destinou US$ 13,7 bilhões para defesa na região.
Nielsen classificou a imagem como “desrespeitosa” e afirmou categoricamente: “Nosso país não está à venda e nosso futuro não é decidido por postagens em redes sociais”.
Histórico de tensões diplomáticas
As relações entre Washington e Copenhague enfrentam tensão contínua desde o início do segundo mandato de Trump. Durante sua primeira administração, ele propôs pagar pela ilha.
Em março deste ano, o vice-presidente J.D. Vance visitou base militar americana na Groenlândia e acusou a Dinamarca de investimento insuficiente. Em agosto, autoridades dinamarquesas convocaram diplomata americano após denúncias de espionagem.
Em dezembro, Trump indicou Jeff Landry, governador da Luisiana, como enviado especial para a Groenlândia. Os líderes dinamarqueses e groelandeses exigiram respeito pela integridade territorial.
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