Da Redação
O presidente Donald Trump declarou, nesta segunda-feira (5), que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela. Durante entrevista à NBC News, o republicano esclareceu que o governo americano combate especificamente o narcotráfico e a exportação de criminosos para solo estadunidense.
Nesse sentido, o mandatário afastou qualquer possibilidade de realizar novas eleições na Venezuela no prazo de 30 dias. Segundo Trump, a nação sul-americana necessita de estabilidade antes de qualquer processo democrático. "Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem agora. Precisamos cuidar para que o país se recupere", afirmou o líder norte-americano.
Recuperação econômica e infraestrutura
Quanto ao setor energético, o presidente sugeriu o subsídio de empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura venezuelana. De acordo com o plano, o governo projeta a conclusão das obras em menos de 18 meses. Embora a operação demande alto investimento, Trump acredita que a própria receita do petróleo reembolsará os custos futuramente.
Para supervisionar a intervenção, a Casa Branca designou um grupo de alto escalão. A equipe reúne o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance. Contudo, ao definir a hierarquia final da operação, o presidente assumiu pessoalmente o comando total das ações.
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Posse de Delcy Rodríguez e resistência em Caracas
Enquanto isso, em Caracas, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina no edifício do Parlamento. O irmão dela, Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional, conduziu a cerimônia de posse. Apesar de sinalizar diálogo com a gestão Trump, a líder criticou a ação militar que capturou Nicolás Maduro e Cilia Flores.
Dessa forma, a nova administração venezuelana tenta projetar uma imagem de soberania nacional. Durante a sessão legislativa, Jorge Rodríguez defendeu o retorno imediato de Maduro ao poder. Paralelamente, Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-líder, classificou a prisão do pai como um "sequestro" que ameaça a estabilidade de todas as nações.
Maduro alega inocência em tribunal americano
Simultaneamente aos eventos em Caracas, Nicolás Maduro compareceu a um tribunal em Nova York. O ex-mandatário enfrenta acusações de narcoterrorismo, que serviram de base para a operação de captura da administração Trump. Diante do juiz, Maduro declarou inocência e descreveu a si mesmo como um "homem decente".
Consequentemente, a tensão diplomática entre os países segue elevada. Embora os EUA planejem uma gestão temporária, o secretário Marco Rubio afirmou que o país limitará sua atuação à execução da "quarentena do petróleo". A postura mais branda de Delcy Rodríguez ocorre após Trump ameaçar retaliações severas caso o novo governo ignore as exigências americanas.
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