Da Redação
Donald Trump anunciou o perdão total a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras condenado nos EUA por tráfico de drogas. A decisão surpreendeu autoridades americanas e internacionais pela aparente contradição.
Menos de 24 horas antes do anúncio, Trump havia afirmado que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado fechado. O presidente mantém ofensiva militar contra cartéis na região.
Dissonância na estratégia presidencial
As duas postagens revelaram contradição marcante entre a escalada militar contra o narcotráfico e a libertação de Hernández. Procuradores afirmaram que o ex-presidente recebeu propinas de cocaína e protegeu traficantes.
Todd Robinson, ex-secretário assistente de Estado para assuntos de narcóticos, questionou a decisão em rede social: “Explodimos barcos suspeitos no Caribe, mas perdoamos traficantes condenados”.
Justificativa do presidente
Trump alegou que concedeu o perdão porque muitos amigos solicitaram. Afirmou que Hernández recebeu 45 anos porque era presidente, situação que poderia ocorrer com qualquer líder.
O comunicado não mencionou os detalhes graves da condenação: abuso de poder e destruição causada pelo tráfico de cocaína.
Combate aos cartéis na região
Autoridades americanas vêm intensificando operações militares no Caribe desde setembro. Os militares realizaram quase vinte ataques contra embarcações suspeitas, resultando em mais de 80 mortos.
Stephen Miller, assessor sênior de Trump, reafirmou o foco do governo em combater crime organizado transnacional. Pete Hegseth, secretário de Defesa, declarou: “Apenas começamos a matar narco-terroristas”.
Pressão contra o regime venezuelano
Trump tem pressionado intensamente Nicolás Maduro, acusando-o de comandar o Cartel de los Soles. Especialistas em crime questionam se tal organização realmente existe.
O governo autorizou operações encobertas da CIA na Venezuela. Funcionários americanos afirmam em privado que o objetivo é remover Maduro do poder.
Reações e contexto político
A decisão de perdoar Hernández causou surpresa entre autoridades em Honduras e Washington. Procuradores haviam pedido prisão perpétua para o condenado.
A família de Hernández retrata a condenação como perseguição política. Porém, grande parte da investigação ocorreu no primeiro mandato de Trump, com envolvimento do atual procurador-geral.
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