Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou-se nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026) com grandes líderes da indústria petroleira na Casa Branca. O republicano solicitou que as empresas apliquem US$ 100 bilhões para retomar a produção de petróleo na Venezuela. A iniciativa segue à captura do líder Nicolás Maduro por forças americanas.
Porém, os executivos do setor petrolífero responderam com desconfiança à proposta do governo. Segundo os representantes, as condições atuais no país ainda são consideradas inviáveis para investimentos de grande magnitude. Os empresários citaram histórico de confiscos e ausência de segurança jurídica como principais obstáculos.
Insegurança jurídica e riscos financeiros
O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, recordou que a companhia teve ativos confiscados pelo governo de Caracas em duas ocasiões diferentes. Woods ressaltou que a volta das operações demandaria transformações profundas nos marcos legais e comerciais. A indústria busca garantias duradouras antes de destinar recursos para infraestruturas deterioradas.
Trump, por sua vez, assegurou que o governo dos EUA oferecerá total proteção e segurança às companhias petroleiras. O presidente declarou que as empresas negociarão diretamente com a administração americana, contornando a burocracia local venezuelana. Contudo, deixou evidente que não cobrirá perdas anteriores, como os US$ 12 bilhões sofridos pela ConocoPhillips.
Impacto no mercado e eleições
O mercado global de energia acompanha atentamente os desdobramentos desta intervenção militar e econômica. Atualmente, os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) cotam-se em torno de US$ 59. Produtores independentes receiam que uma inundação de óleo venezuelano comprima ainda mais os preços internacionais.
A estratégia de Trump almeja não apenas o domínio energético, mas também a redução no custo de vida dos americanos. Esta medida é considerada estratégica para as eleições de meio de mandato em novembro. O secretário do Interior, Doug Burgum, reafirmou que o capital para a reconstrução deve provir do setor privado, sem subsídios diretos de Washington.
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