Da Redação
O presidente Donald Trump confirmou que a Venezuela adquirirá exclusivamente produtos americanos com recursos da venda de 50 milhões de barris de petróleo aos EUA. Por meio de redes sociais, o republicano detalhou que o país sul-americano deve priorizar empresas dos Estados Unidos como parceiras comerciais principais.
O governo venezuelano utilizará a receita para comprar insumos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e componentes para a rede elétrica. Segundo Trump, essa medida consolida os Estados Unidos como principal aliado econômico da nação vizinha neste novo cenário político.
Gestão dos recursos e logística
O plano estabelece que a Venezuela envie o petróleo para os EUA realizarem a comercialização, alcançando valor estimado de US$ 2,8 bilhões. Consequentemente, o montante ficará sob custódia em contas do Tesouro americano. Essa estratégia protege o capital contra eventuais bloqueios de credores internacionais.
Nesta quarta-feira (7), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que as vendas do combustível venezuelano já começaram. A equipe econômica de Trump acelera o processo para converter os ativos em produtos manufaturados que retornem ao território venezuelano.
Benefício à população e dívidas antigas
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o objetivo central é beneficiar diretamente o povo venezuelano. Ele negou qualquer apropriação indevida dos recursos e reforçou que o dinheiro pertence à Venezuela. Entretanto, o governo americano decidiu que o capital não pagará, inicialmente, as indenizações devidas a empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips.
Essas companhias buscam compensações por nacionalizações ocorridas nos anos 2000, durante a gestão de Hugo Chávez. Wright esclareceu que tais pagamentos representam questão de longo prazo. O foco atual reside estritamente na ajuda humanitária e na reconstrução da infraestrutura básica do país.
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