*Da Redação*
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, rejeitou no sábado as manobras militares dos Estados Unidos em Trinidad e Tobago. Padrino afirmou que o país caribenho emprestou seu território para ameaçar a Venezuela. As críticas ocorrem durante crescente tensão geopolítica na região.
Protestos venezuelanos contra as operações
“Rechaçamos contundentemente manobras, exercícios e desdobramentos em nossa área próxima de interesse”, declarou Padrino em evento público. O ministro reafirmou que operações militares dessa natureza representam ameaça real ao país. Segundo Padrino, “manobras inocentes não existem”.
O ministro criticou a cessão do território de Trinidad e Tobago para fins militares. “É triste que o governo empreste seu território, degrade sua soberania para instalação de instrumentos de morte”, afirmou. Padrino pediu respeito à integridade territorial dos povos caribenhos.
Contexto das operações americanas
Trinidad e Tobago está localizado a apenas 11 quilômetros da Venezuela em seu ponto mais próximo. O país caribenho realizará exercícios militares conjuntos com os EUA pela segunda vez. As operações ocorrem sob alegação de combate ao narcotráfico regional.
Washington mantém operações no Caribe desde setembro deste ano. Forças americanas têm realizado ataques contra embarcações suspeitas de traficar drogas em águas internacionais. Pelo menos 80 pessoas morreram desde o início da operação.
Mobilização militar americana intensifica tensões
A “Operação Lança do Sul” representa o maior aumento de forças navais americanas no Caribe desde a Crise dos Mísseis Cubanos em 1962. O porta-aviões Gerald R. Ford chegou à região no fim de semana. Atualmente há 15 mil tropas americanas na área.
O governo Trump autorizou operações secretas da CIA dentro da Venezuela na semana passada. O porta-aviões é acompanhado por navios anfíbios com fuzileiros navais e tropas em bases militares em Porto Rico. Essas medidas podem preparar cenário para futuras ações militares.
Possibilidades diplomáticas ainda abertas
Apesar das tensões persistentes, Trump não descartou iniciar diálogo com o presidente Nicolás Maduro. Porém, o governo americano prepara designação de cartel como organização terrorista. A administração republicana aponta Maduro e outros funcionários como líderes da organização criminosa.
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