Da Redação
Sistemas administrativos comprometidos
A estatal venezuelana de petróleo enfrenta dificuldades para restaurar sistemas administrativos essenciais. O ataque cibernético ocorreu no fim de semana, afetando operações críticas da empresa.
A rede da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) gerencia dados de exportação e importação no terminal de José. Os sistemas permaneciam fora do ar na segunda-feira, após invasão registrada no sábado. A interrupção causou atrasos em carregamentos programados.
Medidas de contingência implementadas
A PDVSA orientou funcionários a desligar computadores e desconectar equipamentos externos imediatamente. Conexões de Wi-Fi e Starlink também foram cortadas conforme memorando interno. A segurança nas instalações foi reforçada desde domingo.
A companhia afirmou ter neutralizado uma tentativa de sabotagem em comunicado divulgado na segunda-feira. Acrescentou que a produção de petróleo não foi afetada pelas operações. Um porta-voz da PDVSA não respondeu aos questionamentos inicialmente.
Contexto político e segurança
O presidente Nicolás Maduro frequentemente acusa os Estados Unidos de orquestrar ataques cibernéticos contra infraestruturas venezuelanas. Ele responsabilizou um ataque anterior pela demora na apuração eleitoral do ano passado.
Em outubro, o presidente Donald Trump afirmou ter autorizado operações encobertas da CIA na Venezuela. Os EUA atingiram quase duas dúzias de embarcações desde setembro, alegando transporte de narcóticos.
Fragilidade da infraestrutura
Anos de manutenção limitada enfraqueceram as redes administrativas da PDVSA significativamente. A empresa perdeu licenças de softwares essenciais após sanções americanas. Nenhum ataque anterior durou tanto quanto a interrupção atual, segundo fontes.
O documento interno alertou funcionários contra reiniciar dispositivos sem autorização. A empresa ainda não descartou possível comprometimento de informações sensíveis. A vulnerabilidade aumentou pela falta de acesso a fornecedores de tecnologia americanos.
Tensões internacionais
As operações americanas aumentaram tensões com o governo Maduro significativamente. Especulações sugerem preparação para ação militar mais ampla na Venezuela. Na semana passada, os EUA apreenderam navio-tanque sancionado transportando petróleo venezuelano.
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