Da Redação
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, solicitou uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar das questões mais sensíveis de um futuro acordo de paz com a Rússia. O pedido ocorre após a última rodada de negociações realizada em Miami, que aproximou as partes da definição de um plano de 20 pontos.
Zelenskiy destacou que esse documento funciona como uma estrutura fundamental para o fim da guerra, envolvendo Ucrânia, Estados Unidos, Europa e Rússia. Ele afirmou que está pronto para discutir, no nível dos líderes, temas delicados como o controle territorial.
Pressões e divergências no plano de paz
Apesar do desejo de Trump de encerrar o conflito, até o momento não houve concessões significativas. Kiev pressiona Washington para modificar um plano que, em um rascunho divulgado no mês passado, refletia as exigências de Moscou, como a cessão de territórios, renúncia a futuras alianças militares e restrições às forças ucranianas.
Zelenskiy ressaltou que o novo plano de 20 pontos representa um avanço em relação ao anterior, que continha 28 pontos. O documento prevê que a Ucrânia mantenha um exército com cerca de 800 mil soldados e receba garantias sólidas de segurança, apoiadas por Estados Unidos e aliados europeus.
Questões territoriais e segurança
Ainda assim, as questões territoriais permanecem sem consenso. Zelenskiy propõe que as forças ucranianas permaneçam nas posições atuais, interrompendo os combates nas linhas de frente. Por outro lado, Moscou exige a retirada das tropas ucranianas de toda a região de Donetsk.
Washington tenta encontrar um meio-termo, sugerindo a criação de uma zona desmilitarizada ou uma zona econômica livre na área.
Destino da usina nuclear de Zaporizhzhia
Outro ponto crítico é o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, localizada em território controlado pelos russos. Zelenskiy propõe a criação de uma pequena zona econômica no local para garantir segurança e controle.
Próximos passos e possibilidades
O plano de 20 pontos será analisado por Moscou para definir os próximos passos. Zelenskiy afirmou que, se todas as regiões forem incluídas e as forças permanecerem onde estão, um acordo será possível. Caso contrário, a guerra pode continuar ou será necessário decidir sobre as zonas econômicas potenciais.
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