Da Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso executou, na sexta-feira 15 de maio, a Operação Atrium II para cumprir 18 ordens judiciais contra membros de facção criminosa atuante em Matupá. A ação resultou em seis mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão e seis de quebra de sigilo.
O Poder Judiciário — Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias expediu as ordens, com parecer favorável do Ministério Público. Os investigados respondem por ameaça, sequestro, tortura, homicídio e integração em organização criminosa armada.
O grupo realizava julgamentos denominados “Tribunal do Crime” contra membros de facções rivais. Executava também castigos contra integrantes da própria organização que desobedecessem às lideranças. A Delegacia de Matupá identificou todos os participantes, vítimas e locais utilizados para praticar os delitos.
Investigação estruturada
As diligências iniciaram em abril de 2026 sob condução do Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá. O trabalho buscou apurar atividades de facção dedicada ao tráfico de drogas, sequestro, tortura e homicídios.
Policiais coletaram provas robustas que comprovam a existência de grupo com estrutura hierarquizada. Ficou demonstrada divisão clara de tarefas e atuação coordenada em práticas criminosas.
Segundo o delegado Emerson Marques, responsável pela investigação, a operação representa avanço significativo no combate às facções na região. “A operação desmantelou o grupo criminoso e avançou no enfrentamento às facções criminosas, uma vez que os indivíduos ocupavam o papel de executores e responsáveis pela aplicação de punições e castigos físicos, conhecidos como ‘salves’, além de atuarem em homicídios e ocultação de cadáver”, afirmou.
Recursos e coordenação operacional
A operação envolveu 30 policiais civis das Delegacias de Matupá, Regional e Municipal de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Marcelândia. Foram utilizadas nove viaturas para executar a ação planejada.
Integração com rede nacional
A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim, Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas. Objetiva traçar estratégias de inteligência para combate duradouro a organizações criminosas.
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