Da Redação
Operação deflagrada em Confresa
A Polícia Civil deflagrou na manhã de quinta-feira, 16 de julho, a Operação Laços de Família. O objetivo foi desarticular célula de facção criminosa responsável pelo tráfico de entorpecentes em Confresa. Foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva: cinco em Confresa e três em penitenciárias.
As prisões em unidades prisionais ocorreram em Vila Rica, Cuiabá e Nova Xavantina. Além disso, 8 mandados de busca e apreensão foram executados em Confresa e Vila Rica, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
Quebra telemática e apreensões maciças
A investigação resultou na quebra telemática de 13 contas Google, 13 números no WhatsApp e 13 dados telefônicos junto às operadoras. Foi decretada também a extração forense integral dos aparelhos apreendidos durante a ação.
As ordens judiciais resultaram na apreensão de porções de pasta base de cocaína, crack, maconha e sementes de cannabis. Também foram apreendidas balanças de precisão e material utilizado para fracionamento e embalagem das substâncias para comercialização.
Material apreendido impressiona
Foram apreendidos 10 aparelhos celulares, 5 dispositivos de memória (pen drives) e uma motocicleta utilizada para suporte das atividades ilícitas. Três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas durante a operação.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, com apoio das Delegacias Municipais de Confresa, Vila Rica e Porto Alegre do Norte.
Nome da operação revela estrutura criminal
O nome da operação faz referência à forma de organização do grupo investigado. Pessoas com vínculos familiares e conjugais integravam a estrutura, com funções distribuídas entre os envolvidos.
A investigação teve início a partir de prisão em flagrante realizada pela Derf em dezembro de 2025, em Confresa. Duas pessoas foram detidas com porções de crack, cocaína e vários aparelhos celulares.
A análise do material, autorizada judicialmente, revelou que aquela venda de varejo era apenas a ponta de um grupo criminoso bem maior.
Estrutura hierárquica com funções definidas
Conforme apurado pela investigação, o grupo era dividido por funções específicas. A estrutura incluía uma liderança, pessoas responsáveis pelo controle financeiro e pela distribuição de drogas.
Integrantes eram encarregados da comercialização dos entorpecentes em diferentes pontos da região de atuação.
Movimentação financeira diária superava R$ 4,5 mil
A droga era entregue aos revendedores em regime de consignação, com prestação de contas obrigatória. Os pagamentos eram feitos por transferências eletrônicas para dificultar rastreamento.
A movimentação diária do grupo ultrapassava R$ 4,5 mil. Os integrantes adotavam cuidados para dificultar a ação policial, com uso de linguagem cifrada para se referir aos entorpecentes.
Conversas eram constantemente apagadas para eliminar evidências das operações criminosas.
“Tribunais do crime” investigados
As investigações apontam que o grupo utilizava um imóvel como base para reuniões e para a realização dos chamados “tribunais do crime”. Esses julgamentos informais definiam punições a integrantes que descumpriam regras impostas pela organização.
Crimes violentos registrados na região, possivelmente ligados a essas decisões, são objeto de investigação em procedimento próprio. A Delegacia Municipal de Confresa conduz as apurações com compartilhamento de provas autorizado pela Justiça.
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