Da Redação
O acordo comercial entre Estados Unidos e Argentina, divulgado em 13 de novembro de 2025, acende sinal de alerta no Brasil. O presidente argentino Javier Milei garantiu acesso preferencial a automóveis americanos. Com a medida, as tarifas caem de 35% do TEC do Mercosul.
O Brasil exportou US$ 2,5 bilhões em veículos para a Argentina nos últimos nove meses. Esse volume representa 40% do total comercializado pelo país ao vizinho. A redução tarifária ameaça a competitividade das montadoras brasileiras.
Riscos ao setor automotivo
Associações como Abiec e Fiesp apontam desequilíbrio no acordo bilateral. Argentina utiliza exceções da TEC para isentar produtos dos EUA. Essa estratégia reduz a vantagem competitiva brasileira no mercado argentino.
Javier Milei sinalizou disposição de deixar o Mercosul se necessário. A ameaça expõe as fragilidades do bloco comercial sul-americano. Especialistas temem efeito dominó em outras negociações regionais.
Reação do governo brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores, sob comando de Mauro Vieira, monitora os impactos da medida argentina. O Brasil negocia com a administração Trump concessões similares. Fiesp cobra coesão interna no bloco para enfrentar o desafio.
Perspectivas do Mercosul
O acordo expõe vulnerabilidades da integração regional. A situação pressiona o bloco a avançar em negociações com a União Europeia e modernização interna. Brasil defende fortalecimento da unidade mercosulista.
Principais impactos identificados
- Exportações: Brasil envia 40% de seus veículos à Argentina
- Tarifas: Redução de 35% para produtos americanos
- Bloco: Risco de fragmentação do Mercosul
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