Da Redação
A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro manteve nesta quarta-feira, 31 de dezembro, a previsão de alta hospitalar para a manhã de quinta-feira, 1º de janeiro. O paciente internado no Hospital DF Star, em Brasília, realizou endoscopia digestiva alta investigando sintomas de refluxo gastroesofágico. Conforme informou o cardiologista Claudio Birolini, a saída definitiva depende de avaliação clínica final e da organização do transporte pela Polícia Federal.
A internação que começou no dia 24 de dezembro entra agora em sua fase conclusiva. Bolsonaro foi submetido inicialmente à cirurgia de hérnia inguinal bilateral, mas o pós-operatório apresentou complicações como crises de soluços e picos de pressão arterial. Assim, a equipe multidisciplinar acompanha de perto a resposta do ex-presidente aos tratamentos medicamentosos e terapêuticos implementados.
Procedimentos cirúrgicos e diagnóstico de apneia
Durante a última semana, o ex-presidente passou por diversos procedimentos médicos. Além da correção da hérnia, os médicos bloquearam os nervos frênicos para interromper soluços severos. Exames como polissonografia revelaram apneia do sono severa, com aproximadamente 50 paradas respiratórias por hora durante o repouso noturno.
Consequentemente, Bolsonaro começou a utilizar o aparelho CPAP durante as noites para estabilizar a oxigenação sanguínea. Igualmente, o tratamento hospitalar incluiu fisioterapia respiratória e medidas preventivas contra trombose venosa. Os médicos Brasil Caiado e Claudio Birolini trabalham para alta com quadro clínico totalmente controlado.
Contexto jurídico e regime prisional
A logística de saída do hospital se complica pela situação jurídica do ex-presidente. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A internação foi autorizada como excepcionalidade pelo ministro Alexandre de Moraes após perícia confirmar necessidade cirúrgica.
A alta hospitalar não representa liberdade, mas apenas retorno ao sistema prisional. O senador Flávio Bolsonaro informou nas redes sociais que seu pai passou por quatro procedimentos em apenas uma semana. Portanto, a transferência ocorrerá sob esquema de segurança reforçado assim que equipe médica e agentes federais finalizarem os procedimentos administrativos necessários.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Por que Bolsonaro teve crises de soluços após a cirurgia? Crises de soluços podem ocorrer após procedimentos abdominais como hérnia. No caso do ex-presidente, foi necessário bloquear os nervos frênicos para interromper os espasmos persistentes que não respondiam a outros tratamentos.
O uso do aparelho CPAP será obrigatório daqui para frente? Sim, o diagnóstico apontou apneia severa, tornando o uso contínuo do CPAP durante o sono obrigatório para evitar paradas respiratórias e diminuir riscos cardiovasculares associados.
Para onde o ex-presidente será levado após a alta? Bolsonaro retornará para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde continua cumprindo a pena determinada pelo STF em regime prisional fechado.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

