Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do Partido dos Trabalhadores e sua base aliada iniciaram uma ofensiva contra a oposição, com pedidos de bloqueio de bens, retenção de passaportes e ameaças de prisões.
Da tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) afirmou possuir “informação da Polícia Federal” sobre prisões em massa de bolsonaristas. A declaração levou a deputada Caroline de Toni (PL-SC) a questionar a origem dessa “informação privilegiada” em mãos governistas.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou o bloqueio de bens e contas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua esposa. O deputado Pedro Rousseff (PT-MG) acionou a Procuradoria-Geral da República pedindo a apreensão do passaporte do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o parlamentar mais votado do país, alegando que o bolsonarismo operaria como uma “gangue”.
Saída para os EUA
A chamada “Operação Alba” permitiu a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, contrariando determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que exigia a entrega de seu passaporte. O Departamento de Estado norte-americano, em ação atribuída ao secretário Marco Rubio, confirmou a emissão de vistos para o senador e sua família.
Segundo o texto original, a resposta da base governista não foi uma reflexão sobre a imagem das instituições brasileiras no exterior, mas a aceleração de novas medidas contra outros adversários políticos.
Fonte: Jornal da Cidade Online


