Da Redação
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira ter recebido recursos do fundo de investimento para o filme “Dark Horse”. A produção é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. “A história de que recebi dinheiro do fundo não se sustenta e é tosca. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu Eduardo nas redes sociais.
Investigação da Polícia Federal
A manifestação ocorre após a Polícia Federal apurar se recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados para custear despesas do ex-deputado nos Estados Unidos. Eduardo argumenta que seu status imigratório impediria o recebimento desses valores.
“Meu status migratório não permitiria. Se isso tivesse acontecido, o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório, expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema”, afirmou.
Defesa do advogado gestor
Eduardo também comentou sobre seu advogado, que conseguiu seu visto de permanência nos EUA e atua como gestor do fundo ligado ao longa-metragem. “O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua com gestão patrimonial e fundos de investimento há mais de uma década”, disse.
Origem dos aportes financeiros
A suspeita da Polícia Federal surgiu após a produtora negar ter recebido recursos do Banco Master, em contraste com a transferência de US$ 2 milhões para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas. Eduardo justifica que os aportes foram feitos nos Estados Unidos porque a produção cinematográfica é americana.
O ex-deputado afirmou também que investidores preferiram manter distância do projeto no Brasil por receio de perseguição política. “Devido ao estado de exceção, ninguém se arriscaria a investir em um filme do Bolsonaro no Brasil”, argumentou.
Fonte: CNN Brasil
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