Da Redação
A Polícia Federal indiciou nesta terça-feira (14) Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS na gestão Lula. A investigação apura operação denominada Sem Desconto, focada em descontos irregulares em benefícios previdenciários. O esquema movimentou aproximadamente R$ 6 bilhões.
Indiciamento em massa
O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, totalizando 839 páginas. Quarenta e oito investigados foram indiciados por suspeita de corrupção e crimes relacionados aos descontos indevidos. A documentação apresenta evidências detalhadas das operações fraudulentas realizadas.
Propina mensal de Stefanutto
Stefanutto recebia aproximadamente R$ 250 mil mensais de entidades envolvidas no esquema. Seu apelido era “italiano” e constava em agendas de celulares dos investigados. As mensagens trocadas continham informações sobre pagamentos rotineiros e confirmações de recebimentos.
A Polícia Federal detalhou: “ALESSANDRO ANTONIO STEFANUTTO (‘Italiano,’ ex-Procurador-Geral e Presidente do INSS): Recebia até R$ 250.000,00 mensais, totalizando R$ 900.000,00 via STELO ADVOGADOS, além de outros montantes via DELICIA ITALIANA PIZZAS e MOINHOS IMOBILIARIA”.
Outros investigados
Além de Stefanutto, foram indiciados Virgílio Antônio Ribeiro Filho, ex-diretor de benefícios, André Fidelis e Antonio Camilo Antunes. Também consta na lista José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência do governo anterior. O ex-deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto, do Republicanos-MG, também foi indiciado.
Conafer e repasse de propinas
Os investigadores apontam que a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais foi intermediária nos pagamentos ilícitos. A Polícia Federal afirma: “As mensagens trocadas revelam que o Presidente da CONAFER era quem tinha o domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos”.
Próximos passos
Cabe à Procuradoria-Geral da República analisar as evidências e definir se apresentará denúncia formal. A PGR avaliará as provas reunidas pela Polícia Federal antes de solicitar abertura de ação penal. A decisão final sobre os prosseguimentos judiciais será tomada pela instituição.
Fonte: CNN Brasil
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