*Da Redação*
O senador e pré-candidato presidencial pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), negou nesta quarta-feira ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria. A empresa recebeu repasses do Banco Master, instituição investigada por fraudes.
A Copenhagen tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM. A Polícia Federal aponta Trustee e Figueiredo como suspeitos de participação nas fraudes do banco de Daniel Vorcaro.
#### Cancelamento de notas fiscais
Em 7 de abril de 2025, o escritório de Flávio emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada à Copenhagen. Ambas foram canceladas posteriormente. O senador divulgou vídeo explicando a decisão nas redes sociais.
“Não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen. Cancelei duas notas fiscais”, afirmou Flávio em sua declaração pública sobre o assunto.
#### Contrato com empresa diferente
Dois dias após cancelar as notas, o escritório emitiu fatura de R$ 500 mil à Contábil Correa pelo serviço de “assessoria jurídica”, conforme registros de 9 de abril de 2025.
Copenhagen e Contábil Correa compartilharam o mesmo administrador em períodos distintos: Rogério Lourenço Novo. Ele assumiu diretoria da Copenhagen em setembro de 2025, substituindo Figueiredo nos registros da Junta Comercial de São Paulo.
#### Declaração do senador
“Fiz trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada”, declarou Flávio sobre o contrato com Contábil Correa.
A CNN não conseguiu confirmar se há investigações abertas sobre Contábil Correa ou o cancelamento das notas fiscais iniciais. A reportagem tenta contato com demais envolvidos no caso.
#### Histórico do administrador
Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela PF por, supostamente, operar esquema de notas fiscais falsas entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões, mas o caso foi arquivado.
Fonte: CNN Brasil
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