Da Redação
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou neste sábado (19) o comportamento partidário dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo ele, integrantes da Corte que atuem com viés político devem avaliar sua permanência. O decano alertou sobre o risco de politização originária do interior da Justiça Eleitoral.
Crítica ao proselitismo
Em publicação nas redes sociais, Gilmar destacou a gravidade da politização interna da Justiça Eleitoral. “Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, afirmou o ministro. Ele solicitou que partidos e o Ministério Público Eleitoral fiscalizem rigorosamente essas questões.
Atuação do STF como supervisora
Gilmar ressaltou que o TSE precisa coibir práticas abusivas mantendo imparcialidade absoluta. O STF, segundo ele, funcionará como instância supervisora com a firmeza necessária. O Supremo intervirá sempre que a preservação da Constituição exigir sua atuação.
Contexto institucional
O TSE está sob comando de Kássio Nunes Marques, com André Mendonça na vice-presidência. Recentemente, os dois ministros protagonizaram debates públicos acalorados na sessão do STF de terça-feira (15).
Desafios eleitorais
Gilmar mencionou em seu post desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral, incluindo uso de Inteligência Artificial para enganar eleitores. O ministro citou também relatório da Abin sobre possível interferência americana nas eleições brasileiras. Conforme o documento, o objetivo seria garantir controle sobre ativos estratégicos e recursos naturais brasileiros.
A manifestação ocorre durante período de tensão institucional no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: CNN Brasil
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