*Da Redação*
O Palácio do Planalto realizou sua última reunião com representantes dos Estados Unidos antes da decisão sobre tarifas comerciais. A administração norte-americana divulgará sua posição na quarta-feira (15).
Em comunicado oficial, o governo federal rejeitou as justificativas apresentadas pelos EUA para as sobretaxas. Auxiliares da presidência criticaram especialmente a investigação da chamada “seção 301”, considerada infundada pelo Brasil.
Posicionamento do Brasil nas negociações
“Como já demonstrado pelo governo brasileiro, nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justificam a aplicação das tarifas recomendadas. Cumprindo a orientação do presidente Lula, reiterou-se que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado”, afirmou o Planalto em nota.
O Brasil também contestou a proposta de tarifa de 12,5% contra 60 países, incluindo o Brasil, por alegados problemas com trabalho forçado.
Encontro com representante dos EUA
Equipes do Palácio do Planalto, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Ministério das Relações Exteriores participaram de videoconferência com Jamieson Greer, chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos).
Este foi o quinto encontro entre os governos. A reunião ocorreu no final da tarde desta terça-feira, um dia antes do prazo para a decisão norte-americana.
Cenários possíveis para decisão americana
Conforme avaliação de auxiliares presidenciais, existem três caminhos prováveis para a decisão dos EUA. O cenário considerado mais provável é a aplicação da tarifa baseada na investigação “seção 301”.
A postura norte-americana nas negociações do grupo de trabalho entre os países e o histórico comercial do presidente Donald Trump influenciam esta avaliação dos diplomatas brasileiros.
Alternativas menos prováveis
O adiamento das tarifas representa o segundo cenário analisado pelo governo. Auxiliares presidenciais mencionam a possibilidade de os EUA postergarem a decisão por motivos políticos internos.
A terceira hipótese, considerada mais remota, envolve o adiamento sob argumento de necessidade de mais tempo para negociações técnicas entre as partes.
Fonte: CNN Brasil
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