*Da Redação*
O Itamaraty mobilizou-se para conter duas crises diplomáticas na semana passada. O Brasil enfrentou tensões simultâneas com Argentina e Paraguai provocadas por declarações de autoridades dos dois países.
Conflito com a Argentina
A crise argentina iniciou após participação do presidente Javier Milei na convenção nacional do PL em 25 de julho. Milei chamou Lula de “presidiário” e acusou o Brasil de perseguir opositores politicamente.
O mandatário argentino também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com expressão ofensiva. Suas falas geraram reação imediata do governo brasileiro através do Itamaraty.
O embaixador argentino Guillermo Daniel Raimondi foi convocado para esclarecimentos. O embaixador brasileiro Julio Bitelli retornou a Brasília para consultas com o ministério e o presidente.
Tensão diplomática com o Paraguai
O diferendo com Assunção originou-se de fala de Lula em 24 de julho durante agenda em São Paulo. O presidente brasileiro mencionou invasão paraguaia no século XIX com duração de cinco anos.
“A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina e aquela guerra durou cinco anos”, declarou Lula na ocasião.
O Congresso paraguaio emitiu declaração oficial em 29 de julho repudiando as palavras presidenciais. O documento afirmou que a fala “distorce e minimiza a dimensão histórica da Guerra da Tríplice Aliança”.
Assunção convocou o embaixador brasileiro José Antônio Marcondes de Carvalho para consultas. Ato diplomático expressa insatisfação oficial com as declarações brasileiras sobre conflito histórico.
Resposta do Itamaraty
O ministério considerou as falas argentinas como “afronta” que “desrespeitaram” o presidente e instituições nacionais. O chanceler Mauro Vieira manteve reuniões com autoridades envolvidas nos incidentes.
Fonte: CNN Brasil
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