Da Redação
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar prisão preventiva de Jair Bolsonaro gerou forte reação entre lideranças políticas mato-grossenses. Desde sábado (22), aliados do ex-presidente criticam a medida em redes sociais e notas públicas. Bolsonaro permanece em cela da Polícia Federal em Brasília após conversão de prisão domiciliar.
Mauro Mendes classifica como prisão injusta
O governador Mauro Mendes (União Brasil) classificou a prisão como “injusta”. Ele afirmou que “não há mal que dure para sempre” e manifestou solidariedade ao ex-presidente e sua família. Para Mendes, o episódio agrava tensão política no país.
Vice-governador vê ferida aberta na alma nacional
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) também criticou a decisão, afirmando “não há justificativa para medidas desproporcionais”. Ele escreveu: “Estamos diante de uma ferida aberta na alma do país”. Pivetta destacou condição frágil de saúde do ex-presidente.
Wellington Fagundes alerta para impactos nas instituições
O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou sentir “total solidariedade” ao ex-presidente e avaliou que o caso preocupa milhões de brasileiros. Ele defendeu devido processo legal, liberdades individuais e manifestação política sem perseguição. Para Fagundes, Brasil precisa de serenidade e respeito às garantias constitucionais.
José Medeiros denuncia fim do direito e pede anistia
O deputado federal José Medeiros (PL) fez críticas duras a Moraes, afirmando manutenção de “script de condenação baseada em ato golpista que nunca ocorreu”. Ele declarou: “Alexandre manda prender Bolsonaro por tentativa de fuga que nunca ocorreu”. Medeiros defendeu “anistia já, ampla, geral e irrestrita”.
Coronel Fernanda vê abuso e motivação política
A deputada federal coronel Fernanda (PL), coordenadora da bancada mato-grossense no Congresso, afirmou que prisão preventiva é “abuso que fere lógica jurídica”. Ela denunciou que conversão ocorreu sábado com Congresso parado, evidenciando motivação política. Coronel Fernanda concluiu com “Bolsonaro livre”.
Prefeitos de Mato Grosso manifestam solidariedade
O prefeito de Rondonópolis Claudio Ferreira (PL) classificou o dia como “terrível” e escreveu: “Ver qualquer pessoa padecendo injustamente machuca”. A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (MDB) relacionou episódio a contexto político amplo. O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) fez várias postagens defendendo ex-presidente.
Perguntas frequentes sobre reações em Mato Grosso
Quem criticou a decisão em Mato Grosso? Governador Mauro Mendes, vice-governador Otaviano Pivetta, senador Wellington Fagundes, deputados José Medeiros e coronel Fernanda, além de prefeitos Claudio Ferreira, Flávia Moretti e Abilio Brunini.
O que motivou a prisão preventiva? Investigação aponta tentativa de violar tornozeleira eletrônica, interpretada como possível tentativa de fuga, levando à conversão da prisão domiciliar em preventiva.
Qual argumento principal contra a decisão? Lideranças falam em medida desproporcional, abuso, motivação política e risco de aumento de tensão, defendendo segurança jurídica e garantias constitucionais.
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