Da Redação
Após cinco meses da sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, comparece nesta quarta-feira (29) para sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O governo prevê encaminhar seu nome ao plenário ainda no mesmo dia para deliberação.
Votos necessários
Messias necessita de no mínimo 14 votos no colegiado para prosseguir na votação. No plenário, precisará de 41 votos para ser aprovado e nomeado ministro da corte. Sua confirmação preencheria a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Desde a indicação em 20 de novembro do ano passado, Messias visita gabinetes de senadores buscando apoio. O Palácio do Planalto trabalha com expectativas otimistas quanto à aprovação em ambas as etapas.
Perspectivas da sabatina
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação na CCJ, prevê uma sabatina rigorosa, mas acredita na aprovação do nome. Sua trajetória no Senado foi marcada por tensões entre Planalto e Congresso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comunicou formalmente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a indicação de Messias. Alcolumbre esperava pelo congressista Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Tensões políticas
A escolha diferente e a quebra do protocolo tradicional de cortesia irritaram Alcolumbre, que manifestou insatisfação a aliados. Essa situação complicou a articulação governista em busca de votos.
Para contornar resistências, Lula formalizou a indicação apenas em 1º de abril, mais de quatro meses após a decisão. Agora, assessores do AGU estimam votos suficientes para confirmação.
Cálculos das bases
A base governista calcula entre 48 e 52 votos favoráveis entre os 81 senadores. O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), projeta 16 votos a 10 na comissão.
A oposição reuniu-se na véspera da sabatina e estima possuir pelo menos 30 votos contra Messias. A disputa continua em aberto, apesar das projeções otimistas da base governista.
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