Da Redação
O debate sobre a ida de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) à Venezuela ganhou força após o ataque dos Estados Unidos ao país vizinho no último sábado (3 de janeiro de 2026). Durante uma reunião virtual realizada no domingo (4 de janeiro), mais de 50 entidades discutiram estratégias de solidariedade ao governo de Caracas. Consequentemente, a possível participação de uma delegação brasileira em atos pró-Nicolás Maduro intensifica a tensão diplomática na região.
Estratégias de mobilização e protestos
Segundo Ceres Hadich, dirigente nacional do MST, a prioridade imediata do movimento envolve a realização de protestos em capitais brasileiras. As manifestações devem focar, sobretudo, em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos. Contudo, o envio de militantes ao território venezuelano será considerado em um segundo momento. Dessa forma, a ação funcionaria como um suporte político e simbólico direto contra o que o movimento classifica como intervenção estrangeira.
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Justificativa e soberania alimentar
O MST justifica sua postura com base em uma relação histórica de cooperação com a Venezuela, especialmente em projetos de produção de alimentos. Em meio a sanções econômicas, o movimento defende que a integração latino-americana é fundamental para a soberania alimentar. Além disso, o grupo alinha-se à posição de países do Brics, que reconhecem a legitimidade da vice-presidente Delcy Rodríguez diante da captura de Maduro.
Divergências na esquerda brasileira
Apesar da unidade na crítica à intervenção militar, o cenário político interno apresenta divisões. Em reunião realizada no dia 5 de janeiro, lideranças de partidos como PT, PSOL e PCdoB — incluindo nomes como José Dirceu e Juliano Medeiros — discutiram os desdobramentos da crise. Nesse sentido, setores do PSOL evitam o apoio direto a Maduro, classificando-o como ditador, enquanto o PT e o MST priorizam a denúncia contra a política externa de Donald Trump.
Eixos da narrativa do MST:
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Soberania: Defesa da autonomia venezuelana perante outros países.
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Anti-intervencionismo: Crítica severa às sanções e operações militares.
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Solidariedade: Apoio mútuo entre movimentos sociais da América Latina.
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Produção Agrária: Foco na manutenção de projetos de subsistência no país vizinho.
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