Da Redação
No terceiro dia de caminhada entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou mensagens políticas e jurídicas nas redes sociais. A jornada de 240 quilômetros aborda presos dos atos de 8 de janeiro, com referências a Daniel Silveira e Jair Bolsonaro.
Aliados políticos na estratégia da marcha
Nikolas já havia mencionado Debora Rodrigues e coronel Naime como exemplos de rigor excessivo nas respostas aos atos de invasão dos Três Poderes. A partir do terceiro dia, a caminhada ganha novo foco simbólico, lembrando Daniel Silveira e a situação jurídica de Bolsonaro.
Ao completar cerca de 80 quilômetros, o parlamentar reforça que a marcha é manifestação política planejada. Busca transformar o trajeto em símbolo de contestação às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Controvérsia envolvendo Daniel Silveira e imunidade
Nikolas afirma que Daniel Silveira foi “o primeiro a ser preso por opinião contra o STF”, mesmo protegido por imunidade parlamentar. Em fevereiro de 2021, Silveira foi preso por ordem de Alexandre de Moraes após publicar vídeo com ofensas a ministros.
Silveira recebeu condenação de oito anos e nove meses. Bolsonaro concedeu graça constitucional posteriormente anulada pela Corte. Em dezembro de 2024, Moraes concedeu liberdade condicional, mas nova prisão foi ordenada dias depois.
Objetivos políticos da caminhada
O percurso assume caráter de manifestação voltada à revisão do tratamento dado a Silveira e investigados de 8 de janeiro. Nikolas menciona complicações graves de saúde relatadas pela defesa, argumentando por medidas alternativas de cumprimento de pena.
A marcha funciona como protesto de longa duração, planejado para repercutir digitalmente e fortalecer sua imagem como crítico do STF. Entre os objetivos destacam-se: questionar punições desproporcionais, apontar violações à liberdade de opinião e pressionar por revisão de decisões judiciais.
Defesa de prisão domiciliar para Bolsonaro
Nikolas argumenta que Bolsonaro recebeu tratamento mais severo que traficantes e condenados por crimes graves. Utiliza a expressão “crime impossível” para contestar as acusações de golpe de Estado.
O deputado aponta que depredações ao patrimônio têm pena máxima de três anos, enquanto alguns presos permanecem detidos além desse período. Apresenta prisão domiciliar como “passo para liberdade” de Bolsonaro.
A cada marco de distância, Nikolas grava vídeos e insere novos personagens na narrativa. Com isso, o tema circula nas redes, amplifica alcance entre eleitores conservadores e consolida sua posição como crítico do STF.
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