Da Redação
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou que o governo cubano atravessa momento decisivo e está “a ponto de cair”. Em conversa com jornalistas neste domingo (04/01), Trump vinculou essa perspectiva ao colapso econômico na ilha caribenha e à interrupção do suporte petrolífero vindo da Venezuela, gerando repercussão entre analistas e líderes regionais.
Avaliação de Trump sobre a situação cubana
Trump atribuiu a fragilidade econômica cubana ao embargo norte-americano de décadas e ao fim do fluxo petrolífero venezuelano. Segundo ele, a ajuda de Caracas funcionava como válvula de escape para a crise interna cubana há muitos anos. O presidente afirmou não haver necessidade de operação militar semelhante à realizada na Venezuela.
Para Trump, Cuba estaria “definitivamente afundando” devido à deterioração financeira extrema. Grande parte da receita governamental dependia do apoio venezuelano, especialmente petróleo em condições vantajosas. Com a profunda crise venezolana e mudanças nas correlações regionais, esse canal de ajuda diminuiu drasticamente.
Impactos da crise econômica e perda do petróleo venezuelano
A crise cubana resulta de múltiplos fatores: embargo norte-americano, baixa diversificação produtiva, presença estatal elevada e dificuldades em atrair investimentos externos. A parceria com a Venezuela, intensificada nos anos 2000, fornecia combustíveis e créditos especiais em troca de serviços médicos e apoio político.
O agravamento venezolano esvaziou esse arranjo, aprofundando a dependência cubana de petróleo importado. A redução de combustíveis pressiona transporte público, geração de energia e operação industrial, causando faltas periódicas de produtos básicos e racionamento intenso. Especialistas comparam o cenário ao “Período Especial” pós-colapso soviético.
Papel dos Estados Unidos e ação de Marco Rubio
Trump foi acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio, figura influente na política norte-americana para América Latina. Rubio classificou o governo cubano como “grande problema” e o descreveu como ditadura opressora com alianças com regimes autoritários.
Rubio reforçou preocupações com presença de Rússia, China e Irã em alianças estratégicas com Cuba e Venezuela. Questionado sobre ações concretas, evitou antecipar medidas, indicando apenas ausência de simpatia por Havana em Washington, sem sinalizar intervenção aberta ou novas sanções.
Resposta cubana à pressão dos Estados Unidos
O governo cubano respondeu com discurso de defesa da soberania e solidariedade à Venezuela, convocando manifestações e criticando operação militar norte-americana em Caracas. Havana pediu vigilância das nações latino-americanas, atribuindo parte central da crise ao embargo e sanções norte-americanas.
Enquanto reforça imagem de unidade interna, Cuba busca apoio internacional em fóruns regionais e na ONU, mantendo cooperação em saúde, turismo e educação com parceiros como Rússia, China e países europeus. A população continua enfrentando escassez, inflação e limitações estruturais.
Perguntas frequentes sobre Cuba e Trump
Cuba ainda recebe apoio internacional além da Venezuela? Sim. Cuba mantém relações diplomáticas com diversos países em saúde, educação, turismo e investimentos, embora em escala reduzida comparada à parceria venezolana anterior.
O embargo norte-americano contra Cuba permanece em vigor? Sim. O embargo econômico segue em efeito em 2026, com ajustes pontuais ao longo dos anos, mas sem revogação completa pelo Congresso norte-americano.
Qual importância da comunidade cubano-americana neste debate? A comunidade cubano-americana, especialmente na Flórida, exerce influência política significativa, pressionando por postura rígida contra o governo cubano.
Existe risco imediato de intervenção militar dos EUA em Cuba? Nas declarações recentes, Trump indicou não ver necessidade de ação militar, apontando crise econômica como pressão suficiente sobre o regime.
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