Da Redação
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra o vereador Hiago Morandi, do PL, em Caxias do Sul (RS). A denúncia aponta exploração de pessoas em situação de rua e solicita indenização mínima de R$ 500 mil por dano moral coletivo.
Abordagens para conteúdo em redes sociais
Segundo a acusação, o parlamentar abordava pessoas vulneráveis para gravar vídeos em diversos locais da cidade. O material captava relatos sobre necessidades e condições de vida para posterior publicação nas redes sociais do vereador.
As aproximações tinham aparência de atuação institucional, uma vez que partiam de um agente público em exercício. Isso poderia induzir os entrevistados a acreditar que demandas seriam encaminhadas ao Poder Público, conforme alegado na denúncia.
Estratégia de engajamento
O propósito das postagens era ampliar visibilidade e engajamento do vereador nas plataformas digitais. Morandi possui 131 mil seguidores em apenas uma rede social monitorada pela investigação.
Conforme depoimento de assessor do gabinete citado na ação, havia reuniões semanais para avaliação de repercussão. As métricas analisadas incluíam alcance, curtidas e estratégias para expansão do público.
Impactos na política de proteção social
O parecer do MPF afirma que Morandi utilizou sua condição de agente público para expor pessoas em situação de rua. Suas histórias foram transformadas em instrumento de promoção pessoal, segundo a acusação.
A ação ressalta que tal conduta reforça estigmas e naturaliza a desumanização desse grupo populacional vulnerável. Também enfraquece políticas públicas federais destinadas à proteção dessas pessoas.
Registros de violência física
A ação civil também menciona que os vídeos documentam episódios de agressões físicas contra pessoas em situação de rua. Os apontamentos criminais foram encaminhados aos órgãos responsáveis pela investigação.
Justificativa para tramitação federal
O processo segue na Justiça Federal porque a conduta viola a Política Nacional para a População em Situação de Rua (Lei nº 7.053/2009). Essa legislação garante direitos humanos fundamentais para esse segmento social.
Fonte: CNN Brasil
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