Da Redação
O avanço da biotecnologia tem transformado radicalmente a cotonicultura brasileira ao oferecer soluções integradas diretamente na semente. Essas ferramentas modernas combatem plantas daninhas e insetos-praga que, historicamente, prejudicam a produtividade das lavouras. Dessa forma, o produtor rural consegue unir eficiência agronômica com uma significativa redução nos custos operacionais da safra.
Estabilidade e produtividade no campo
De acordo com Alexandre Santaella, gerente de marketing da marca FiberMax (BASF), a biotecnologia é um pilar essencial para sustentar os altos índices produtivos no algodão. Nesse sentido, o pacote tecnológico inserido na semente confere resistência a herbicidas específicos. Consequentemente, o manejo de plantas invasoras de difícil controle torna-se muito mais assertivo e seguro para o desenvolvimento da cultura.
Além disso, a tecnologia embarcada foca no combate aos mastigadores, com destaque para as lagartas. Segundo Santaella, esses dois fatores — pragas e plantas daninhas — possuem alto potencial de destruição. Entretanto, quando a biotecnologia está presente, o agricultor simplifica o cronograma de trabalho. Portanto, a necessidade de intervenções mecânicas constantes na lavoura diminui consideravelmente.
Eficiência operacional e fim da capina manual
A evolução científica eliminou métodos rudimentares que oneravam a produção, como a capina manual. Atualmente, tecnologias como o Seletio® permitem a aplicação de até três tipos de herbicidas simultaneamente. “A capina manual ficou no passado”, afirma o especialista, ressaltando que a seletividade dos novos produtos protege a planta enquanto elimina a concorrência por nutrientes.
No que tange ao controle de lagartas, a diferença numérica é impactante para o bolso do produtor:
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Materiais convencionais: Exigem entre 15 e 20 aplicações de inseticidas.
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Sementes biotecnológicas: Demandam, em média, apenas quatro aplicações, podendo chegar a zero em cenários ideais.
Manejo integrado para preservação tecnológica
Apesar dos benefícios evidentes, o setor alerta que a biotecnologia não deve ser vista como uma solução isolada. Por isso, é fundamental adotar o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Além de monitorar a área, o cotonicultor precisa realizar aplicações preventivas para evitar a pressão de seleção da natureza. Afinal, o uso negligente das ferramentas pode acelerar a resistência das pragas, anulando os ganhos obtidos pela ciência.
Para o planejamento da safra 2025/26, a recomendação é priorizar sementes que simplifiquem a operação. Visto que o algodão é uma cultura de alto risco e investimento elevado, qualquer decisão que reduza a complexidade no campo é considerada estratégica. Nesse contexto, a escolha por tecnologias como a TwinLink® Plus garante mais segurança e previsibilidade ao resultado final.
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