Da Redação
Uma falha de coordenação entre órgãos de segurança provocou disparos em Caracas, próximo ao Palácio de Miraflores, segunda-feira (5). O episódio ocorreu em momento de extrema fragilidade política no país vizinho. Moradores registraram barulho de tiros e explosões que duraram cerca de um minuto, assustando residentes do centro da capital.
Segundo informações de O Globo e da AFP, o tiroteio começou quando forças presidenciais identificaram drones sobrevoando a área. Os equipamentos pertenciam ao Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) do próprio governo. Por falta de aviso prévio sobre o voo, a guarda presidencial interpretou os objetos como ameaça e abriu fogo.
Feridos e relatos de testemunhas
Apesar da curta duração, fontes locais indicam que pelo menos duas pessoas ficaram feridas pelos disparos. Além disso, testemunhas relataram ter visto luzes vermelhas no céu antes das detonações. “Parecia que estavam ocorrendo explosões com muita frequência”, relatou um morador à imprensa internacional. Consequentemente, o clima de incerteza tomou conta das redes sociais, onde cidadãos compartilharam vídeos do incidente.
Contexto de instabilidade política
O erro militar acontece poucas horas após Delcy Rodríguez assumir a presidência interina da Venezuela. O cenário é agravado pela recente intervenção dos Estados Unidos, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa há dois dias. Maduro encontra-se em Nova York, onde se declarou inocente de acusações de narcoterrorismo em audiência na segunda-feira. Portanto, a vigilância em Caracas segue em nível máximo para evitar novas incursões ou conflitos internos.
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