A franquia X-Men se consolidou como um dos maiores sucessos de bilheteria da 20th Century Fox, gerando sequências e derivados que movimentaram milhões nas bilheterias mundiais. Apesar das variações de qualidade apontadas pela crítica ao longo dos anos, a série de filmes protagonizada pelos mutantes provou ser extremamente lucrativa para o estúdio. No entanto, revelações recentes sobre os bastidores da produção mostram que a propriedade intelectual quase foi descartada antes mesmo do desenvolvimento começar.
Em entrevista ao portal Business Insider, Bill Mechanic, ex-CEO da Fox Filmed Entertainment, revelou detalhes tensos daquele período. Segundo o executivo, Rupert Murdoch, magnata proprietário da News Corp. e controlador do estúdio na época, juntamente com outros altos executivos, estava convencido de que a adaptação de X-Men seria um fracasso comercial. A diretoria questionava abertamente a viabilidade de investir em um filme baseado em histórias em quadrinhos da Marvel em uma era pré-universos cinematográficos compartilhados. “Eles viram e acharam que era um desastre — por que alguém faria um filme de uma história em quadrinhos da Marvel?”, descreveu Mechanic sobre a resistência enfrentada dentro da empresa.
Apesar dos entraves nos corredores executivos da distribuidora, a aposta se revelou um marco divisório e lucrativo para a cultura pop global. Ao lado do pioneirismo de Blade, o lançamento de X-Men abriu caminho para as futuras adaptações de super-heróis em cinema, consolidando a Marvel como potência do entretenimento e transformando a visão inicial dos executivos em um dos maiores equívocos de julgamento corporativo da história do cinema.


