Da Redação
Dois empresários brasileiros, Marcelo Costa e Douglas Júnior, foram presos em Portugal acusados de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. O Ministério Público português atribui aproximadamente 900 kg de cocaína aos suspeitos. Uma operação realizada em Braga revelou que a substância entrava na Europa através do Porto de Leixões, disfarçada em importações de açúcar brasileiro.
Esquema de importação fraudulenta
Conforme o inquérito judicial, a organização operava por meio de uma empresa sediada em Portugal para simular a importação legítima de produtos alimentares brasileiros. Em junho de 2025, a estrutura criminosa foi consolidada visando facilitar a logística das operações ilícitas. O açúcar funcionava como produto principal para dissimular a carga proibida.
A investigação indica que Marcelo Costa coordenava a organização, responsável pela criação das empresas e organização das importações. Douglas Júnior gerenciava as finanças e movimentava os recursos do grupo. Cidadãos portugueses e outros brasileiros residentes em Portugal colaboravam na execução logística do esquema.
Apreensão da droga e avaliação do prejuízo
A maior quantidade de entorpecente foi apreendida em 24 de fevereiro de 2026, durante inspeção de um contêiner de açúcar procedente do Brasil. Os agentes encontraram 19 sacos contendo 856 kg de cocaína. Posteriormente, mais um saco com 45 kg da substância foi confiscado, totalizando aproximadamente uma tonelada.
As autoridades estimam que a cocaína apreendida possua valor de mercado superior a 60 milhões de euros. O Ministério Público afirma que os acusados agiram intencionalmente para auferir lucros substanciais com a distribuição em larga escala da droga.
Defesa nega envolvimento dos empresários
Em comunicado oficial, os advogados Eduardo Mauricio e Octavio Rolim, que defendem os brasileiros, informam que o processo tramita sob sigilo. Conforme a defesa, os empresários gozam da presunção de inocência e não existe comprovação de vinculação entre eles e a droga confiscada.
Os defensores ressaltam ainda que as investigações policiais encontram-se inconclusas e que será possível demonstrar a inocência de seus clientes durante o processo judicial.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.


