Da Redação
Manifestantes lotaram as ruas de Londres no sábado com duas mobilizações paralelas. Um protesto questionava os níveis de imigração no Reino Unido. Outro marcava solidariedade ao povo palestino.
Operação policial de grande escala
As autoridades deslocaram 4 mil policiais, incluindo reforços de outras regiões, para o centro da capital britânica. A polícia classificou a ação como sua maior operação de ordem pública dos últimos anos.
Já nos primeiros momentos dos protestos, foram registradas 11 prisões por diversos delitos. Estimativas apontavam presença de pelo menos 80 mil pessoas nas duas manifestações combinadas.
Marcha anti-imigração organizada por Robinson
O ativista anti-islâmico Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson, organizou o protesto “Unite the Kingdom”. O primeiro-ministro Keir Starmer denunciou os organizadores por “propagar ódio e divisão”.
O governo britânico impediu a entrada de 11 estrangeiros descritos como “agitadores de extrema direita”. Um protesto anterior liderado por Robinson em setembro atraiu cerca de 150 mil pessoas segundo a polícia.
Contexto da imigração no Reino Unido
A migração líquida anual atingiu aproximadamente 900 mil pessoas em 2022 e 2023. O número caiu para cerca de 200 mil no ano anterior após endurecimento das regras de visto de trabalho.
Marcha pró-palestina marca Dia da Nakba
Manifestantes pró-palestinos realizaram protesto simultâneo para assinalar o Dia da Nakba. A data marca a perda de terras pelos palestinos na guerra de 1948 que sucedeu a criação de Israel.
A marcha também serviu como contramobilização contra o protesto “Unite the Kingdom”. Predominavam bandeiras palestinas entre os manifestantes presentes.
Crescente tensão e segurança
Londres vivencia aumento de ataques incendiários contra locais judaicos recentemente. Dois homens judeus foram esfaqueados no mês anterior em incidente tratado como terrorismo.
A polícia informou que 33 grandes marchas pró-palestinas desde outubro de 2023 deixaram muitos judeus intimidados demais para frequentar o centro de Londres. Alguns manifestantes gritaram “Death to the IDF”, provocando reações policiais.
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