Da Redação
A Suprema Corte dos Estados Unidos analisa recurso da Bayer AG visando barrar milhares de processos judiciais. As ações acusam a empresa de não alertar adequadamente sobre riscos de câncer associados ao glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup.
O Roundup é amplamente utilizado por agricultores brasileiros em suas lavouras. A disputa na corte americana pode gerar repercussões significativas para o mercado agrícola nacional.
Condenação anterior e processos em andamento
Um júri em tribunal do Missouri condenou a Bayer a pagar US$ 1,25 milhão a John Durnell. O agricultor foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin após exposição prolongada ao glifosato durante anos de trabalho.
Mais de 100 mil ações semelhantes já foram ajuizadas contra a empresa alemã em tribunais estaduais e federais dos EUA. As demandas seguem crescendo conforme novos casos emergem.
Argumentos da defesa
A Bayer argumenta que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana já concluiu repetidas vezes que o glifosato não causa câncer. A agência federal também aprovou os rótulos e as instruções de uso do produto.
A empresa alerta que uma decisão desfavorável abriria precedente prejudicial aos agricultores americanos que dependem de produtos registrados em nível federal. Essa situação impactaria diretamente a renda e operações de fazendas em todo o país.
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