Da Redação
Impacto nas lavouras
Precipitações contínuas em Paranatinga, no médio-norte mato-grossense, aumentam incertezas sobre a produtividade da safra de soja 2025/26. Solo encharcado impede circulação de máquinas colheitadeiras, comprometendo prazos e qualidade do produto. Setor produtivo local discute acionamento de decreto de estado de emergência junto às autoridades.
Perdas financeiras e produtividade
Agricultor Rubilar Pedro Calgaro Filho relata que umidade excessiva paralisa operações em sua propriedade de 620 hectares. Colheita iniciada registrou média de 70 sacas por hectare, mas plantas começam apodrecer no campo. Área de 80 hectares aguarda colheita há uma semana, sofrendo deterioração severa.
Produtor estima perdas de até 50% em determinadas áreas da propriedade. Entrada de máquinas nos próximos dias pode evitar prejuízo total da lavoura. Grãos apresentam germinação indesejada e avarias, reduzindo drasticamente valor comercial da soja.
Viabilidade econômica fica ameaçada, considerando custo de produção próximo a 60 sacas por hectare. Preço da soja atinge menores patamares em cinco anos, estreitando margens de lucro. Agricultores temem dificuldades em honrar compromissos financeiros da temporada.
Medidas institucionais
Presidente do Sindicato Rural de Paranatinga, Carlinhos Rodrigues, confirma que situação afeta diferentes fases do ciclo produtivo. Município registrou quase 20 dias consecutivos com tempo nublado e chuvas constantes. Falta de luminosidade e excesso de água prejudicam desde enchimento de grãos até maturação final.
Sindicato iniciou levantamentos jurídicos para embasar solicitação de auxílio institucional. Crise afeta produtores, cadeia logística e revendas de insumos regionais. Reconhecimento oficial de emergência permitirá buscar linhas de apoio e renegociações para setor agrícola.
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