Da Redação
O setor produtivo do norte de Mato Grosso enfrenta crise severa pelo excesso de chuvas. Em Matupá, o acumulado entre janeiro e fevereiro superou 1,9 mil milímetros. Produtores locais relatam perdas de até 40% em áreas de soja.
O volume de água está muito acima da média histórica e compromete a colheita. Muitos grãos apresentam avarias graves. O Sindicato Rural estima perdas regionais entre 5% e 10%.
Logística travada e revolta na rodovia
A MT-322 apresenta atoleiros e buracos profundos que dificultam o escoamento. Agricultores usam máquinas próprias para reparar a pista. Assim, tentam garantir o tráfego mínimo de caminhões.
A precariedade encarece o frete na região e afasta transportadoras. O produtor Richelli Cotrim, que cultiva 8,5 mil hectares, sofre atrasos logísticos severos. “A máquina não entra na lavoura e a estrada está intransitável”, desabafou.
Cobrança por asfalto e infraestrutura
A principal reivindicação local foca na pavimentação de 124 quilômetros da rodovia. O trecho liga Peixoto de Azevedo a São José do Xingu. A Sinfra-MT informou que a obra depende de autorizações federais.
A área sofre influência do Parque Indígena do Xingu, dificultando o processo. Em um único dia, Matupá registrou 240 milímetros de chuva. Rios transbordaram e ameaçam até a BR-163.
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