Da Redação
Mato Grosso atingiu em 2025 um dos melhores desempenhos de sua história em exportação de carne bovina. Os embarques somaram 978,41 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), alta de 28,86% comparado a 2024. A receita alcançou US$ 4,11 bilhões, crescimento de 53,82% no período anual.
O avanço reforça a liderança do estado como principal exportador global da proteína. As vendas internacionais chegaram a 92 países ao longo do ano. O preço médio foi de US$ 4.201,24 por tonelada, segundo maior valor da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Um novo recorde marcou o desempenho exportador: 7,46 milhões de cabeças abatidas em 2025, crescimento de 1,44% sobre 2024. Somente em dezembro foram abatidos cerca de 607 mil animais. O aumento refletiu maior oferta de gado terminado e demanda externa aquecida.
“Batemos recorde em abates e em exportação. Isso mostra a força da pecuária de Mato Grosso e a diversificação de mercados, com Chile, Rússia e países do Oriente Médio”, afirma Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea.
China amplia liderança entre os importadores
A China manteve a posição de principal destino da carne bovina mato-grossense em 2025. O país importou 536,96 mil TEC, volume 52,69% maior que 2024, quando havia adquirido 351,66 mil TEC. A participação chinesa nas exportações subiu de 46,3% para 54,8%.
A Rússia ocupou a segunda posição com 58,8 mil TEC importadas, enquanto o Chile ficou em terceiro lugar com 47,1 mil TEC. Os Estados Unidos, impactados pelo aumento de tarifas, importaram apenas 21,2 mil TEC, figurando como oitavo maior destino. Em 2024, americanos haviam comprado 39 mil TEC na terceira posição.
Qualidade do rebanho e novos mercados internacionais
O desempenho de 2025 reflete investimentos contínuos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária estadual. “Mato Grosso vem colhendo resultados de anos de investimentos. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”, avalia Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
O aumento da participação de animais jovens nos abates destaca a qualidade do rebanho. As categorias de até 24 meses somaram 3,22 milhões de cabeças, crescimento de 17,55%, representando 43,24% do total abatido.
No curto prazo, as escalas de abate apresentaram recuo de 11,60%, ficando em média em 13,31 dias. O movimento associa-se à maior oferta recente de animais e ao ritmo das indústrias. “A demanda segue robusta, mas a oferta ainda é elevada. O equilíbrio deve vir em 2026”, avalia Rodrigo Silva.
Mato Grosso também avançou na abertura de novos destinos, como Marrocos em 2024 e Guatemala em dezembro de 2025. A diversificação é estratégica para reduzir dependências. “Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, indústria e economia do estado”, pontua Bruno de Jesus Andrade.
Mesmo com ajustes nos preços do mercado interno, o cenário permanece sustentado pela qualidade do rebanho e abertura de novos mercados. A oferta elevada contém aumentos de preços apesar da exportação forte e consumo doméstico elevado.
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