Da Redação
Cadeia de distribuição sob pressão
O Sindipetróleo-MT nega responsabilidade direta dos postos revendedores pelos aumentos de diesel. A entidade afirma que o setor varejista sofre pressão de distribuidoras e fatores internacionais, enfrentando restrições no abastecimento.
Segundo o presidente Kaká Alves, a Petrobras comercializou diesel com valores até R$ 2,63 acima da referência. Esse custo impacta significativamente o repasse das distribuidoras aos postos.
Intermediários na cadeia produtiva
Os postos não compram diretamente da Petrobras, e sim das distribuidoras, ressalta Alves. Portanto, não controlam os aumentos impostos nessa cadeia comercial complexa.
Revendedores de “bandeira branca” relatam dificuldades extras para adquirir o produto. Os preços elevados prejudicam a viabilidade econômica desses estabelecimentos menores.
Escalada acelerada de preços
Dados da ANP entre 8 e 14 de março confirmam a alta em Mato Grosso. O diesel S-500 alcançou R$ 7,16 por litro, subindo de R$ 6,28 na semana anterior.
O diesel S-10 também registrou aumento expressivo, saindo de R$ 6,38 para R$ 7,30 na mesma variação semanal.
Fiscalização intensificada
A ANP iniciou operação de fiscalização em 17 de março em nove estados e Distrito Federal. A ação conjunta com Senacon e Procons busca detectar práticas abusivas contra consumidores.
O sindicato solicita que a fiscalização observe todos os agentes da cadeia produtiva. Revendedores não devem ser responsabilizados por decisões comerciais externas.
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