Da Redação
Petróleo em alta impacta economia mato-grossense
O agravamento das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos repercute diretamente nos custos de produção e logística de Mato Grosso. A Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) alerta sobre pressões nos preços internacionais do petróleo desde fevereiro. O barril Brent acumula valorização de 41% até meados de março.
A Petrobras repassou aumentos ao mercado doméstico em 13 de março, elevando o diesel em R$ 0,38 por litro. O combustível oscila em torno de R$ 3,65 no varejo, impactando a cadeia logística brasileira. Para Mato Grosso, o cenário é particularmente crítico pela dependência do transporte rodoviário.
Efeito cascata na produção agroindustrial
O aumento do diesel encarece transporte de grãos, insumos agrícolas e produtos industrializados destinados a portos e centros consumidores. As longas distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos amplificam o impacto nos custos finais. A tendência é repassar gastos ao consumidor, alimentando pressões inflacionárias.
Mercado iraniano em foco
Mato Grosso exportou aproximadamente US$ 5 bilhões para o Irã nos últimos cinco anos, consolidando-se líder nacional. A pauta concentra-se em milho e soja, com mínima presença de produtos manufaturados. Interrupções comerciais potencializariam desafios econômicos estaduais.
Preocupação imediata com operacional
Silvio Rangel, presidente da Fiemt, enfatiza que conflitos internacionais elevam petróleo, afetando combustível direto. Para Mato Grosso, qualquer aumento diesel impacta frete e toda a cadeia produtiva. O estado depende majoritariamente da malha rodoviária para escoar produção.
Cenário exige monitoramento contínuo
A intensidade dos reflexos econômicos depende da duração do conflito no Oriente Médio e oscilações cambiais. Variações nesses indicadores influenciam diretamente competitividade e custos produtivos estaduais. A Fiemt recomenda acompanhamento permanente da situação.
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