Da Redação
Validação de tecnologia cafeeira em cinco municípios
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e pesquisadores da Empaer validaram, quinta-feira, variedades de clones de café de alta performance. Após cinco anos de pesquisas, a expedição técnica consolidou um marco significativo para a cafeicultura mato-grossense. A iniciativa garante produtividade recorde e qualidade superior ao mercado regional.
A Rota do Café percorreu Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína e Nova Bandeirante. A expedição encerrou-se em Nova Monte Verde. Assim, os produtores locais receberam suporte tecnológico essencial para transformar a economia regional.
Diálogo direto entre pesquisadores e produtores rurais
Durante a rota, propriedades rurais foram visitadas sistematicamente pelos especialistas. Produtores tiveram oportunidade de dialogar diretamente com pesquisadores sobre tecnologia agrícola. Na prática, conheceram os avanços e possibilidades de ampliação cafeeira na região.
Parceria institucional fortalece pesquisa agrícola
A iniciativa foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes. Contou com parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações, cooperativas e instituições colaboraram na execução.
Produtor de Cotriguaçu relata transformação produtiva
Vilson Bortolini, produtor rural em Cotriguaçu, destacou importância do conhecimento técnico. Relatou: “Eu sempre fui curioso. Quando soube dos pesquisadores, chamei meu filho e minha nora para conhecer.”
Continuou: “Antes trabalhávamos com café, mas sem conhecimento técnico específico. Hoje, com cultivo agroflorestal e apoio técnico, alcançamos resultados muito melhores.” Ressaltou: “Essa atenção do Governo de MT com a agricultura familiar é motivadora.”
Juína retoma expansão cafeeira com clone de qualidade
O engenheiro agrônomo Adalberto Junior, secretário de Agricultura de Juína, ressaltou trajetória cafeeira municipal. Desde 1979, o café esteve presente na economia local, chegando a quinze milhões de pés. Contudo, o município enfrentou período de declínio econômico.
A retomada com café clonal trouxe novos resultados expressivos para a região. Junior destacou: “Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre sessenta e cem sacas por mil pés.” Complementou: “Isso resulta do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf.”
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