Da Redação
As florestas plantadas em Mato Grosso alcançaram novo patamar de empregabilidade em 2025. Entre janeiro e novembro, o setor gerou 1.018 empregos formais, representando alta de 5% comparado ao mesmo período de 2024. O crescimento reflete a maturidade de projetos florestais que abastecem mercados de exportação e biorrefinarias.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam 1.690 trabalhadores no segmento. O estoque total de empregos cresceu 1,81%, sinalizando maior resistência do setor às variações econômicas.
Presidente da Arefloresta avalia perspectivas
Fausto Takizawa, presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso, destacou o aquecimento da atividade. “Ampliamos em 1,81% o número de empregos formais até aqui, num sinal de que a atividade está aquecida, apesar de todos os desafios”, afirmou.
Viveiros e extração mostram ciclo completo
A dinâmica de contratações revela investimento simultâneo no futuro e na colheita. O saldo positivo de 22 vagas na produção de mudas e extração de madeira demonstra ciclo produtivo equilibrado. Os viveiros concentram 330 postos, representando 20% da mão de obra do segmento.
Para Takizawa, a paridade entre plantio e extração indica saúde do mercado. “As mudas sinalizam investimento no reflorestamento, e a extração mostra que produtores estão colhendo suas safras”, explicou.
Teca lidera em empregabilidade
A teca concentra 36% das vagas, com 605 postos de trabalho. A madeira nobre, com ciclo de 20 anos, ocupa 68 mil hectares e produziu 198 mil metros cúbicos em 2024. Destina-se quase integralmente ao mercado internacional.
Eucalipto sustenta demanda energética
O eucalipto opera como engrenagem energética estadual com ciclo de sete anos. Plantado em 174 mil hectares, sustenta 488 empregos diretos e forneceu 4,4 milhões de metros cúbicos de lenha em 2024. Abastece indústrias de etanol de milho e biorrefinarias.
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