Da Redação
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. nesta quarta-feira (21 de janeiro). A decisão resulta da insolvência e comprometimento financeiro da instituição vinculada ao Conglomerado Master, liquidado em novembro de 2025.
Motivos da liquidação
A Will Financeira apresentava deterioração financeira incompatível com continuidade operacional. A instituição descumpriu obrigações junto à bandeira Mastercard, resultando no bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos.
O Banco Central também apontou o vínculo direto com o Banco Master S.A., já em liquidação. Embora representasse apenas 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, exigiu-se ação regulatória para mitigar riscos sistêmicos.
Estrutura de controle
A Will Financeira era controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, Banco Master S.A. e outras empresas vinculadas. Também figuravam como controladores Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen.
O Banco Central determinou a indisponibilidade de bens dos controladores e ex-administradores. A medida visa resguardar possíveis reparações e facilitar apuração de responsabilidades civil, administrativa e penal.
Como funciona a liquidação extrajudicial
O Banco Central afasta administradores anteriores e nomeia um liquidante para gerir a instituição. Eduardo Bianchini, responsável pela liquidação do Banco Master, foi designado liquidante da Will Financeira.
O liquidante recebe poderes para levantar ativos, identificar passivos, encerrar contratos e organizar pagamento de credores conforme prioridade legal. O processo segue etapas padronizadas: levantamento de ativos e passivos, verificação de credores, alienação de ativos e distribuição conforme legislação.
Impactos no mercado financeiro
Apesar da pequena participação do Conglomerado Master no mercado, a liquidação reflete estratégia de supervisão preventiva contra riscos de contágio. O descumprimento com a Mastercard evidencia preocupação com estabilidade dos sistemas de pagamento.
A atuação do regulador combina instrumentos como RAET e liquidação extrajudicial para isolar problemas e proteger o sistema financeiro. A medida reforça confiança em arranjos de pagamento e crédito para o público.
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