Da Redação
Projeções de modelos climáticos indicam possível intensificação do El Niño entre 2026 e 2027. O fenômeno não garante impactos idênticos aos episódios anteriores. Contudo, sua manifestação mais forte altera significativamente chuvas e temperaturas globalmente.
Impactos regionais variam no território brasileiro
Os efeitos do El Niño distribuem-se desigualmente pelo Brasil. A região Sul enfrenta aumento de precipitações, enquanto Norte experimenta períodos de estiagem prolongada. Fatores oceânicos e atmosféricos do Atlântico Tropical influenciam o comportamento climático sul-americano.
Episódios históricos de 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016 marcaram-se pela intensidade e alcance continental. Cada ocorrência apresentou características climáticas distintas nos diferentes continentes.
Sequência de eventos extremos preocupa especialistas
O Brasil vivencia consecutivos eventos climáticos extremos conforme aponta Enner Alcântara, professor de pós-graduação em Desastres Naturais da Unesp. Secas amazônicas, enchentes sulistas, ondas de calor intenso e incêndios florestais marcam o período recente.
Consenso científico indica que o aquecimento global aumenta frequência e intensidade de certos extremos climáticos. A tendência preocupa autoridades e pesquisadores sobre cenários futuros.
Estratégia de redução de vulnerabilidades é essencial
Impedir o El Niño não constitui possibilidade viável conforme destaca o especialista. A abordagem estratégica concentra-se na diminuição de vulnerabilidades sociais e infraestruturais.
Melhorias em drenagem urbana, fortalecimento de sistemas de alerta precoce e ampliação do monitoramento hidrológico integram a agenda necessária. Planejamento territorial adequado reduz riscos de desastres.
Organização social determina transformação de eventos em desastres
Alcântara ressalta que eventos climáticos extremos integram dinâmica natural do sistema terrestre. A forma como sociedades organizam territórios transforma tais eventos em desastres efetivos.
Vulnerabilidades sociais e estruturais amplificam impactos negativos das intempéries climáticas. Preparação e adaptação comunitária constituem focos prioritários para os próximos anos.
Fonte: CNN Brasil
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