Com o avanço dos pagamentos instantâneos, cresce a cobrança por mais segurança e menos fraudes. Entidades do sistema financeiro e de pagamentos indicam que novas medidas devem surgir em breve. A agenda combina tecnologia, governança e autorregulação. Em síntese, a meta é mitigar riscos sem frear a inovação.
Prioridades: autenticação e monitoramento colaborativo
As propostas incluem camadas extras de autenticação, monitoramento contínuo e alertas em tempo real. Além disso, instituições discutem planos de cooperação para identificar padrões suspeitos mais rápido e bloquear operações na origem.
Convergência entre bancos, fintechs e reguladores
Para funcionar, a estratégia exige alinhamento entre bancos, fintechs e órgãos reguladores. Protocolos compartilhados de alerta, bases de dados de tentativas de fraude e fluxos padronizados de verificação podem reduzir a janela de ação dos golpistas. Desse modo, as respostas ganham velocidade e precisão.
Educação do usuário: frente indispensável
A proteção também passa pelo usuário. Campanhas de educação financeira ajudam a reconhecer engenharia social, validar transações e acionar o canal correto com rapidez. Com orientação clara, as perdas tendem a cair e a confiança aumenta.
IA e reversão de operações
No plano institucional, duas frentes despontam. Primeiro, investimento em inteligência artificial para detectar padrões irregulares, como “smurfing”, triangulações e comportamentos anômalos. Segundo, mecanismos de reversão em casos comprovados de fraude, com trilhas de auditoria e prazos definidos para contestação.
Segurança versus experiência do cliente
Operacionalmente, o desafio é equilibrar rigor e fluidez. Medidas muito duras travam pagamentos legítimos e elevam o retrabalho. Por outro lado, regras brandas mantêm brechas para abuso. Portanto, o caminho está no risco calibrado, com autenticação adaptativa e limites dinâmicos por perfil.
O que vem a seguir
Nos próximos meses, o setor tende a lançar ações práticas com foco em:
- prevenção colaborativa entre instituições;
- transparência em indicadores de fraude;
- resposta ágil a incidentes, com acordos de nível de serviço.
Assim, pagamentos instantâneos podem seguir crescendo com mais proteção e menos atrito.

