Da Redação
Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram o Rapha, dispositivo inovador que pode transformar o tratamento do pé diabético, uma das complicações mais graves do diabetes. O equipamento combina curativos de látex natural com tecnologia LED e visa reduzir significativamente as amputações no país, onde ocorreram mais de 6.980 amputações entre janeiro e agosto de 2025.
Muitos pacientes diabéticos brasileiros enfrentam o risco de amputação por causa do pé diabético. O Rapha busca reverter esse cenário alarmante. O látex presente no dispositivo estimula a formação de novos vasos sanguíneos, enquanto a luz LED acelera a regeneração celular e reduz infecções.
Desafios Superados no Desenvolvimento
O desenvolvimento do Rapha enfrentou obstáculos consideráveis durante a fase crítica conhecida como “vale da morte”, quando inovações tecnológicas frequentemente não alcançam viabilidade comercial. Após intensas pesquisas, o dispositivo agora busca aprovação da Anvisa para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).
Potencial de Impacto Global
A inovação do Rapha ultrapassa as fronteiras brasileiras. Países como EUA, Europa e nações africanas enfrentam o mesmo desafio com o pé diabético. O dispositivo é simples: requer apenas aplicação diária de látex e 30 minutos de exposição ao LED, promovendo melhora significativa nas feridas.
Essa simplicidade é fundamental, especialmente em regiões com acesso limitado a atendimento médico constante e especializado. A facilidade de uso democratiza o tratamento para populações vulneráveis.
Próximas Etapas e Expectativas
O Rapha já possui certificação de segurança do Inmetro, conquistada anteriormente. Agora aguarda aprovação da Anvisa, etapa essencial para inclusão no SUS. A Life Care Medical, empresa sediada em São Paulo, está preparada para produção em massa do dispositivo.
A expectativa é que o Rapha se torne fundamental na redução de amputações por diabetes, oferecendo tratamento mais acessível e eficaz. Com implementação ampla no sistema público, o objetivo central é transformar o enfrentamento da complicação no Brasil e potencialmente em outras regiões do mundo, proporcionando esperança a pacientes que mais precisam.
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