Da Redação
Professores, pais e sindicatos realizaram manifestação neste sábado na capital paulista. O protesto criticou gravações de filme em escola infantil municipal da cidade. A produtora Brasil Paralelo utilizou a Emei Patrícia Galvão como cenário.
Produção gera controvérsias
O filme Pedagogia do Abandono ainda não foi lançado ao público. Segundo críticos, a obra difama a educação pública e o legado pedagógico de Paulo Freire. A manifestação ocorreu na Praça Roosevelt, em formato de aula pública.
A produtora Brasil Paralelo já enfrenta investigações judiciais. Colaboradores da empresa tornaram-se réus por suspeita de campanha de ódio contra símbolo de luta contra violência doméstica.
Questionamentos sobre autorização
A diretora da escola, Sandra Regina Bouças, afirmou desconhecer que a produtora era Brasil Paralelo. A informação chegou apenas na véspera das gravações, conforme sua carta pública. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo.
Educadores presentes criticaram o objetivo de enfraquecer políticas públicas sociais e de inclusão. Mães de alunas expressaram preocupação com disponibilização de espaço público a empresa privada investigada.
Posicionamento da administração
A Spcine informou que o procedimento de autorização seguiu protocolo padrão de filmagem municipal. Segundo a agência, mais de mil gravações foram autorizadas no ano anterior.
A Spcine ressaltou que verificação de aspectos legais responsabiliza exclusivamente os produtores. A Brasil Paralelo não respondeu às tentativas de contato para comentar o assunto.

