O clima no São Paulo após a goleada por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã, foi de desconforto evidente.
Nos bastidores, o primeiro a se manifestar foi o volante Luiz Gustavo, que fez um discurso duro sobre o momento do clube.
“Quando eu erro, eu venho aqui, falo, peço desculpas, reflito e melhoro”, afirmou o jogador.
Ele disse assumir a responsabilidade pelo desempenho da equipe, mas ressaltou que existem problemas antigos, ainda sem solução, que afetam diretamente o coletivo.
“Não dá mais, acabou”, desabafa o volante
Em tom firme, Luiz Gustavo apontou a falta de mudança estrutural no São Paulo:
“Cheguei no clube há dois anos e tem pessoas que estão lá há muito mais tempo e estão vivendo a mesma situação. Eu falei: não dá mais, acabou.”
Para ele, o São Paulo sofre com a ausência de uma diretriz consistente ao longo da temporada.
O volante também deixou um recado à torcida e à cúpula tricolor:
“Desculpa à torcida, mas o São Paulo precisa colocar a cara e assumir as responsabilidades para poder ser alguma coisa no futebol de novo.”

Crítica vai além do campo e mira organização interna
Luiz Gustavo deixou claro que a crítica não se limita ao desempenho em campo.
Segundo ele, a situação envolve também a organização interna do clube.
“O São Paulo é uma instituição que eu aprendi a amar e respeitar, mas temos que começar a falar a verdade. As pessoas têm que vir e assumir algumas situações, porque nós estamos aqui botando a cara.”
O discurso reforça o incômodo com a forma como o clube conduz decisões e planejamento.
Jogador pede direção definida e planejamento para 2026
Apesar das críticas, o volante fez questão de destacar a grandeza do São Paulo e a necessidade de um projeto claro para o futuro.
“Eu acredito que esse é um clube muito grande e que merece, de uma vez por todas, começar a ter uma direção e um plano claro — o que queremos do início ao fim da temporada, como pessoas”, disse o jogador.
Com a derrota ainda sendo absorvida, a expectativa é que a goleada funcione como ponto de alerta.
Para 2026, o São Paulo vai precisar definir seus rumos esportivos e administrativos.
Caso contrário, corre o risco de repetir os mesmos erros na próxima temporada.

