Da Redação
A queda do Fortaleza para a Série B do Campeonato Brasileiro abriu uma série de dúvidas sobre o futuro do clube e sobre o comando da SAF. Depois da derrota para o Botafogo, neste domingo (7), o CEO Marcelo Paz adotou um tom cauteloso ao comentar sua permanência e admitiu que o momento exige reflexão.
Logo após a partida, o dirigente deu uma declaração oficial. Na fala, ele confirmou que o Fortaleza passará por uma reformulação ampla em 2026. No entanto, evitou cravar se fará parte dessa reestruturação, o que ampliou o clima de indefinição no clube tricolor.
Paz diz que não decide sozinho e cita papel do Conselho da SAF
Ao ser questionado sobre sua presença no projeto da próxima temporada, Marcelo Paz preferiu não garantir a continuidade. Em vez disso, ele ressaltou o desenho de governança da SAF e lembrou que sua permanência depende do Conselho de Administração.
“Minha prioridade sempre foi o Fortaleza ficar na Série A. São cenários. Mas quem decide minha permanência, ou não, não sou eu. O modelo da SAF tem um Conselho de Administração, pessoas profissionais, respeito muito. E a gente vai conversar, avaliar o que deve ser feito”, afirmou.
Em seguida, ele destacou que o clube já passaria por mudanças mesmo que tivesse evitado o rebaixamento. Agora, porém, a queda torna o processo mais profundo.
“Naturalmente o Fortaleza vai passar por mudanças, e passaria mesmo que a gente tivesse ficado para a Série A. Indo para a Série B, as mudanças são mais profundas. Vamos conversar e avaliar juntos”, completou.
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“Ano muito difícil” e balanço de 11 anos de clube
Além do debate institucional, Paz fez um balanço pessoal. Ele recordou o tempo de casa, ressaltou o desgaste da temporada e admitiu o peso emocional da queda.
“São 11 anos de dedicação ao clube, quase 800 jogos. Esse ano foi muito difícil para mim, vocês sabem”, disse. Segundo ele, o contexto atual é duro, mas o Fortaleza chega à Série B em uma condição muito diferente daquela dos primeiros anos na elite.
Se o rebaixamento tivesse acontecido no início do ciclo de Série A, avaliou, o retorno seria bem mais complexo. Hoje, no entanto, o clube acumula mais recursos e estrutura.
“Se essa queda tivesse acontecido nos primeiros anos de Série A, seria muito difícil de voltar. Hoje o Fortaleza tem mais estrutura para jogar uma Série B e voltar logo, tem mais ativos, força, respeito”, afirmou o dirigente.
Estrutura, reação rápida e recado ao torcedor tricolor
Apesar do choque, Paz tentou apontar caminhos concretos. Para ele, o principal desafio agora é assimilar a mudança de divisão com rapidez e construir um elenco capaz de brigar pelo acesso já em 2026.
“Que a gente saiba assimilar essa mudança de divisão e possamos formar um time adequado para voltar logo”, declarou. Assim, ele sinalizou que o foco da próxima temporada deve ser o retorno imediato à Série A.
Por fim, o CEO enviou uma mensagem direta à torcida do Fortaleza. “Entendo a dor do torcedor do Fortaleza, que é uma dor nossa também”, resumiu, ao reconhecer o impacto do rebaixamento para o clube e para quem acompanha o time de perto.
Nos próximos dias, o Conselho de Administração da SAF deve se reunir para discutir o planejamento da nova temporada. Nesse pacote entram a análise sobre a permanência de Marcelo Paz, o desenho da reformulação prometida e as estratégias esportivas e financeiras para que o Fortaleza utilize sua estrutura e volte à elite o mais rápido possível.
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