Da Redação
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) iniciou nesta terça-feira a operação de testes da TV 3.0 na Torre de TV de Brasília. A tecnologia, também denominada DTV+, representa a evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T). O projeto é desenvolvido em conjunto com o Ministério das Comunicações e a Anatel.
Integração de internet e radiodifusão
A TV 3.0 converge radiodifusão e internet para entregar melhor qualidade de imagem, som e maior interação com espectadores. Os canais funcionarão como aplicativos na tela da televisão. A tecnologia permite que o usuário escolha como assistir aos programas de forma personalizada.
Em transmissões esportivas, o espectador poderá selecionar o ângulo de câmera desejado e escolher a narração preferida. Em programas de estúdio, é possível trocar de câmera e ajustar volumes individuais dos elementos transmitidos.
Revolução na forma de assistir televisão
A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, compara a mudança ao salto do analógico para o digital. Ela destaca que a tecnologia revolucionará a radiodifusão e criará novas formas de consumir conteúdo televisivo no Brasil.
Bráulio Ribeiro, diretor de Operações da EBC, afirma que a plataforma permitirá entrega de conteúdos complementares e informações extras. A experiência de televisão aberta se aproximará cada vez mais de uma experiência conectada e personalizada.
Implementação em etapas durante uma década
A migração para TV 3.0 ocorrerá gradualmente, assim como aconteceu na transição digital anterior. Testes já estão em andamento em São Paulo desde agosto do ano passado. A expansão seguirá para capitais e grandes cidades, depois para municípios menores.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, prevê que a implantação completa levará aproximadamente dez anos. O processo depende de investimentos das emissoras e disponibilidade de televisores com a nova tecnologia.
Conversores e infraestrutura necessária
As emissoras estão adaptando suas infraestruturas com novos transmissores e equipamentos de transmissão. O Ministério dialoga com o setor produtivo para fabricação de aparelhos e conversores específicos para a tecnologia.
O conversor, denominado “Set-Top Box”, conecta-se à TV via cabo HDMI e utiliza antenas UHF/VHF atuais. O funcionamento básico não requer conexão à internet, mas recursos interativos dependem de Wi-Fi ou Ethernet.
Importância da TV aberta no Brasil
Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, ressalta que a televisão aberta é o meio de comunicação mais inclusivo do país. O brasileiro assiste em média mais de cinco horas diárias de televisão.
A nova plataforma fortalecerá a proximidade entre Estado e cidadão através de conteúdos públicos mais interativos e informativos. O investimento em infraestrutura se justifica pelo alcance massivo desta mídia tradicional.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

