*Da Redação*
O Fiat Tempra chegou ao mercado brasileiro em novembro de 1991. O modelo marcou a entrada da Fiat no segmento dos sedãs maiores e luxuosos. Até então, Chevrolet Monza e Volkswagen Santana dominavam esse segmento.
O design aerodinâmico e moderno do italiano trouxe inovações que chamaram atenção do público nacional.
Design e espaço
O Tempra se destacava pelas linhas altas e robustas da traseira. Essas características escondiam um porta-malas generoso de 552 litros, maior que o da concorrência.
Um detalhe construtivo chamava atenção: as portas faziam uma curva na parte superior. Elas se encaixavam ao teto como continuação natural, ajudando na aerodinâmica da carroceria.
O veículo apresentava um surpreendente Cx de 0,32.
Motor e desempenho
O Tempra foi equipado com motor 2.0 de 8V e 16V com duplo comando de válvulas. O cabeçote apresentava câmaras de combustão hemisféricas.
O motor rendia 99 cv de potência máxima, um limite interessante. Ultrapassá-lo significaria tributação em categoria mais alta com custos adicionais.
O câmbio era sempre manual com cinco marchas e engates precisos.
A suspensão independente nas quatro rodas utilizava solução diferente na traseira. Comparada ao modelo europeu, era mais robusta para enfrentar ruas e estradas brasileiras.
Essa configuração tornava a dirigibilidade mais sensível, exigindo movimentos suaves do volante próximo ao limite de aderência.
Versões oferecidas
Inicialmente lançado apenas em versão sedã de quatro portas, o Tempra ganhou configuração de duas portas em 1992. Essa versão era apelidada de “cupê” por causa da inclinação de suas colunas traseiras.
Em 1994, chegou também a versão perua, denominada Tempra SW. O modelo era importado da Itália com motor 2.0 e injeção multiponto.
Fonte: AutoPapo
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